Bungee Jump - adrenalina a todo vapor

Cada vez mais aventureiros enfrentam esse esporte radical

Bungee JumpSe você é uma dessas pessoas que gostam de viver grandes emoções e de sentir seu coração batendo a mil, então você é pré-candidato a dar um salto de Bungee Jump. Para quem não sabe, o Bungee Jump é um esporte radical criado a mais de dez anos nos Estados Unidos, que tem como principal atrativo uma queda livre de mais ou menos nove metros e em seguida uma sensação de que o seu corpo virou um "iô-iô" humano. Ou seja, você sobe no alto de um guindaste, é amarrado em todo o equipamento e então...salta nove metros! No Brasil, este esporte é praticado desde 1993, mas existem regras rigorosas para isso. Há um equipamento importado, especial e apropriado, desenvolvido unicamente para a prática desse esporte. Para ter acesso aos apetrechos, deve-se procurar uma pessoa especializada e que faça a locação de todo o equipamento necessário para que os saltos sejam seguros e, claro, emocionantes.
Segundo o instrutor de Bungee Jump de Curitiba, Vânio Beatriz, o esporte só oferece riscos para as pessoas que querem inventar, criar saltos diferentes, ou seja, para aqueles que se arriscam mesmo. Outro perigo (e um dos piores) é a má conservação do equipamento. Todo esporte, seja ele radical ou não, oferece riscos para quem o pratica. Mas, quando se trata dos radicais o risco pode ser muito maior se o equipamento utilizado não estiver em bom estado. "Uma boa corda de Bungee Jump deve ter no máximo 1.200 saltos", explica Beatriz, lembrando ainda que deve-se sempre checar o indicador de desgaste da corda para se ter certeza de que não há um grande desgaste, o que seria motivo suficiente para substituir o material imediatamente. Segundo Vânio, todo o material utilizado é importado e tem alto custo.
Bungee JumpVânio explica também que a segurança é reforçada porque, além de o elástico ser extremamente resistente (ele suporta até 4.000 kg), ainda há a fita que fica entrelaçada entre os elásticos, (que agüenta cerca de 2.300 kg), que evita que o elástico estique mais do que o previsto. Se, por um grande acaso, os elásticos emaranhados se arrebentarem, ainda há a fita que também oferece grande resistência. Além disso, o elástico é utilizado de acordo com o peso do aventureiro – todos se pesam obrigatoriamente antes de saltar.
Todas as presilhas, engates, cintos (que prendem o corpo durante o salto) e outros materiais utilizados, são de uso em alpinismo e testados no mundo inteiro.
BUNGEE JUMP NA PRÁTICA - Para saltar não basta locar o equipamento e sair saltando em qualquer lugar. Para praticar o esporte você precisa fazer um treinamento de segurança, além de assinar um termo de compromisso. Deve-se também locar um guindaste com uma gaiola que eleverá o saltador a altura recomendada para os saltos. O instrutor sempre deve estar ao lado das pessoas antes delas saltarem para dar as últimas instruções, verificar o peso do saltador, a corda que ele deve usar, o tipo de salto mais apropriado para esta ou aquela pessoa, etc. Normalmente, os saltos são feitos de uma altura de 40 metros, aproximadamente (veja os tipos de saltos no quadro abaixo). Depois do salto, a pessoa cai nove metros em queda livre e o elástico estica mais 18 metros, quando é contido pela corda elástica ("efeito chicote"). "O elástico do Bungee Jump dá o efeito de vai e volta no mesmo sentido, o que não causa danos no corpo", explica Beatriz. Nesse momento, é só curtir, se emocionar, ou, para os iniciantes, sentir aquele "frio na barriga".
Bungee JumpCUIDADOS – Assim como em todo esporte, existem as "contra-indicações". Pessoas com problemas de coração ou de coluna não devem saltar. Além disso, as pessoas não devem estar alcoolizadas ou drogadas. O estado emocional também é levado em consideração na hora do salto. E, é sempre bom repetir: saltar com um equipamento em bom estado é imprescindível. Caso contrário você estará correndo risco de vida.
No Brasil, os amantes praticantes do Bungee Jump saltam clandestinamente de pontes, o que não é recomendável, já que é ilegal.
SALTO PELA CINTURA E PELO PEITO: Segundo Beatriz, esse é o salto mais cômodo, recomendado para iniciantes e para aqueles que querem um salto mais "light". A pessoa fica na posição sentada no final do salto. Usa-se o "pad", que é uma proteção de espuma para que não haja risco de machucaduras no rosto.
SALTO PELOS PÉS E PELA CINTURA: A pessoa é presa pelos pés e, para uma segurança maior, pela cintura. Este é menos confortável, já que a pessoa fica de ponta cabeça.

A trajetória do Bungee Jump

A origem do Bungee Jump não deixa de ser inusitada

Tudo começou em uma ilha do Pacífico Sul, em um lugar chamado Pentecost. Segundo o conto, há milhares de anos, uma mulher fugitiva do maridoBungee Jump amarrou uma videira em seus tornozelos para pular de um pé de coco. Há também a lenda de que essas pessoas lançavam-se das árvores para realizar os mesmos movimentos de uma águia lendária, chamada Hokioi – que significa "grande pássaro", no idioma maori. Alguém presenciou a cena e gostou do que viu. Depois, veio o mistério. Não se sabe exatamente o que aconteceu, mas tem-se a informação de que, em 1954, dois escritores da Revista National Geographic chegaram àquela ilha e testemunharam um estranho costume: havia uma torre na qual os nativos subiam e dali saltavam de uma videira que ficava amarrada no tornozelo. Na edição de 1955, os escritores contam ao mundo o que presenciaram.
E para quem acha que o Bungee Jump tradicional é emocionante, uma curiosidade: as videiras eram medidas exatamente para que o saltador encostasse levemente a cabeça no chão, apenas o suficiente para não quebrar o pescoço.
Em 1970, o escritor Kal Muller foi à ilha e tornou-se o primeiro "homem branco" a realizar o salto. Em 1979, membros da Oxford University’s Dangerous Sport Club encararam a aventura. Eles saltaram da ponte Clifton, em Bristol, de uma altura de 75 metros, presos a elásticos utilizados para amarrar bagagens nos carros.
A prática do Bungee Jump só foi conhecida melhor em 1987, quando um grupo de esportistas pioneiros saltou da Torre Eiffel, em Paris. Só em 1988 é que surgiu, em Ohakune, na Nova Zelância, o Bungee Jump comercial, criado por A. J. Hackett.

Super importante

Pessoas com problemas de saúde como pressão ou problemas cardíacos não podem praticar sob risco de morte. Verifique sua saúde fazendo um check up com um médico, informando sua intenção de saltar.

Bungee JumpOnde praticar

O bungee jump é praticado na maioria das vezes em feiras e exposições, onde operadoras armam a torre, levam o guindaste e possuem uma equipe treinada com equipamentos de segurança. Mas fique ligado: saltar de pontes é proibido e perigoso.